Estudos microbiológicos para tratamento de água subterrânea de áreas contaminadas por hidrocarbonetos
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Programa
Agência de fomento
FINEP - Financiadora de Estudos e Projetos
FIERGS - Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul
Sebrae - Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas
Os compostos conhecidos como TPH (Total Petroleum Hydrocarbon) e BTEX (Benzeno, Tolueno, Etilbenzeno e Xileno) são contaminantes oriundos de derivados do petróleo como a gasolina e o diesel. Eles são provenientes de problemas que ocorrem com o armazenamento subterrâneo de combustíveis, principalmente em postos de abastecimento. São encontrados em águas subterrâneas de áreas contaminadas por hidrocarbonetos, que causam impacto ambiental. Exemplos destes impactos podem ser: inutilização dos pontos de captação de água potável, mortandade de flora e fauna aquática, inutilização de lavouras e plantações, impermeabilização de solos, redução de microrganismos do solo, morte de plantas e árvores, além de riscos de explosão devido à evaporação do produto. A presente pesquisa avaliou, por meio de métodos microbiológicos, como por exemplo: crescimento microbiano, meio seletivo para fungos, isolamento, detecção de ramnolipídios e teste de degradabilidade, os processos envolvidos com a recuperação de áreas degradadas por hidrocarbonetos através do isolamento e caracterização dos microrganismos presentes no local contaminado. Foram testadas diferentes concentrações de diesel (1%, 2%, 3%, 5%, 10%, 30% e 50%) para avaliação do crescimento de microrganismos indígenas de áreas contaminadas de postos de combustíveis, além de verificar-se o potencial de degradação de hidrocarbonetos. Acompanhamentos visuais e microscópicos, além do monitoramento do decréscimo do parâmetro TPH em diversos ensaios foram realizados. Os resultados mostraram que foi possível isolar e caracterizar os microrganismos presentes no local contaminado, tendo sido verificado dois diferentes morfotipos: bactérias e fungos. No total dos ensaios realizados 81,8% eram bactérias Gram negativas, 4,5% bactérias Gram positivas e 13,7% fungos. Nos ensaios com menor concentração de diesel (1%) houve o melhor crescimento de microrganismos o que resultou em maior eficiência no decréscimo do parâmetro de TPH. Esses resultados indicam a possibilidade de degradação de diesel em áreas contaminadas por via biológica, com ressalvas para altas concentrações do hidrocarboneto, quando o crescimento microbiano, nas condições ensaiadas, foi afetado.
