A representação da natureza chaquenha do século XVIII na obra do missionário Florián Paucke
Arquivos
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Este trabalho procurou analisar de que forma a natureza do Gran Chaco Setecentista foi descrita e representada ao longo da sexta e última parte do manuscrito do jesuíta Florián Paucke, intitulado Hacia allá y para acá. Una estada entre los índios Mocobíes 1749-1767. A obra foi produzida durante o seu exílio, após a expulsão dos jesuítas da América, em 1767, e conta com diversas edições sendo que, para este trabalho, utilizamos duas delas: a de 1944 e a de 2010. A distância temporal e espacial entre o momento da escrita do relato e a experiência vivida foi marcada pela necessidade de validação do trabalho missionário por meio da prática de escrita característica da Companhia de Jesus, frente ao contexto da Polêmica do Novo Mundo da segunda metade do século XVIII. Nesse sentido, primeiramente, inserimos o manuscrito em seu contexto de produção, para, posteriormente, analisarmos quais foram as percepções de natureza, bem como os usos que dela poderiam ser feitos, retratadas pelo jesuíta. Para isso, realizamos um estudo da classificação e das categorias criadas pelo missionário para tratar a natureza chaquenha, bem como das relações entre os conhecimentos europeus e os conhecimentos indígenas dessa região, a fim de compreender como essas descrições se relacionam com os saberes científicos em voga nesse período. Na continuidade, optamos por pensar a produção iconográfica da parte analisada a partir da perspectiva fornecida pelo conceito de representação, de Roger Chartier.
