Direito e psicanálise: fundamentos para uma nova leitura do ensino jurídico brasileiro a partir de uma abordagem interdisciplinar

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Direito

Programa

Programa de Pós-Graduação em Direito

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

A relação entre o Direito e a Psicanálise é uma temática exaltada com frequência nos debates acadêmicos jurídicos. Tanto é que a Resolução nº 5, editada pelo Ministério da Educação em 2018, priorizando a interdisciplinaridade e a articulação de saberes, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Direito e incluiu, dentre outras, disciplinas dos campos filosófico e humanístico e das ciências sociais nos programas acadêmicos. Assim, este trabalho de pesquisa tem como objetivo principal identificar a relação entre o Direito e a Psicanálise, a partir de uma abordagem interdisciplinar, e estabelecer os pontos de conexão, com o propósito de enaltecer o estudo da Psicologia Jurídica, bem como extrair um diálogo que possa fundamentar uma nova leitura do ensino jurídico brasileiro. Trata-se de pesquisa qualitativa, realizada por meio de procedimento técnico bibliográfico e documental. Dessa maneira, as reflexões iniciam a partir da definição dos conceitos psicanalíticos fundamentais, criados por Sigmund Freud, o pai da Psicanálise, tais como inconsciente, pulsão, complexo de Édipo e recalque, além de uma breve história da construção da teoria psicanalítica. Ainda nesta etapa, são apresentadas as obras Totem e Tabu (1913-1914) e O Mal-Estar na Civilização (1929-1930) de Sigmund Freud, considerando que estas obras estabelecem conexão direta com os conceitos psicanalíticos fundamentais freudianos. Em seguida, desenvolve-se o conceito de Psicologia Jurídica, disciplina que adquiriu status diferenciado a partir da aplicação da Resolução nº 5, do Ministério da Educação, demonstrando seu aspecto histórico, sua importância e seus múltiplos enfoques. Finalmente, apresenta-se um diálogo entre o Direito e a Psicanálise, disserta-se sobre o Direito, a lei e a justiça, a partir dos aportes psicanalíticos para a propedêutica e, por último, realiza-se uma releitura da Psicologia Jurídica pela psicanálise no Direito de Família. Nesse sentido, conclui-se que é possível estabelecer pontos de interseção entre o Direito e a Psicanálise e que esta última tem importantes contribuições para oferecer ao Direito, ao promover o entendimento de uma visão integradora do sujeito.