Torcedores antifascistas de futebol: táticas comunicacionais de resistência às normatizações na cultura futebolística

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Título do periódico

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação

Agência de fomento

CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Resumo

A intenção desta dissertação foi observar as táticas de comunicação formuladas pelos torcedores antifascistas - TAs -, da cidade de Porto Alegre, de Grêmio e Internacional. A pesquisa mapeou as ações de comunicação realizadas na mídia social Instagram, bem como outras formas de comunicação online. Dessa forma, foi possível perceber como a presença on-line é capaz de complementar as ações de ativismo realizadas no cotidiano, juntamente com as táticas de comunicação interpessoal. Para essa abordagem, utilizou-se a epistemologia transmetodológica (MALDONADO, 2015), cujo empírico foi complexificado por meio de metodologias exploratórias (BARDIN, 1977; BONIN, 2013; MILLS, 2009); pesquisa metodológica (BONIN, 2013); juntamente com uma adaptação dos métodos de observação participante (PERUZZO, 2003) denominada nesta dissertação como “pesquisa-observativa-participativa”. A partir deste estudo, foi possível perceber como o contato comunicacional interpessoal é insubstituível em um objetivo de mudança de realidade e/ou pedagogia. Para as táticas antifascistas dos TAs, as plataformas online são importantes porque têm um papel pedagógico relevante – mas é essencial estar fisicamente presente na convivência daqueles que podem ser cooptados pela práxis do ódio neofascista. Na especificidade do esporte, é preciso estar presente nos estádios e nos diversos ambientes da cidade que promovam encontros de torcedores. Na pedagogia proposta pelos TAs, foi possível perceber semelhanças com a pedagogia freireana do oprimido (FREIRE, 2020), que por meio de sua tática revela ser possível ter sucesso no conhecimento de temas geradores que afetam os torcedores de futebol em geral - em especial os oprimidos pela norma branca, masculino, heterossexual, cisgênero e aporfóbico (ALMEIDA, 2020; BUTLER, 2018; FOUCAULT, 1988; CORTINA, 2020).