Notas sobre comparações entre distintos modelos digitais de elevação
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O crescente interesse e uso de Produtos Cartográficos Digitais (PCDs) pelas mais variadas áreas de atividade têm fomentado uma verdadeira revolução nas tecnologias e metodologias de Sistemas de Informações Geográficas (SIGs). A fim de se adaptar a essas mudanças, normas e padrões nacionais e internacionais têm sido propostos como meio para regular e gerar PCDs, bem como para avaliá-los quanto à sua exatidão. No presente trabalho, Modelos Digitais de Elevação (MDEs) de distintas fontes de aquisição (VANT, ASTER, SRTM e TOPODATA) são comparados quanto a sua fidedignidade em relação a pontos cotados (coletados com estação total e georreferenciados com GNSS RTK). Foram comparados também, quanto a sua exequibilidade e adequação, o Padrão de Exatidão Cartográfica (PEC) de 1984 e o Padrão de Exatidão Cartográfica para Produtos Cartográficos Digitais (PEC-PCD) de 2016. Observou-se que medidas comumente negligenciadas, como a completa equalização das entradas de dados e das diferentes ferramentas de análise (neste caso, ferramentas do software ArcGis) são imprescindíveis para que os distintos MDEs apresentem uma maior fidedignidade aos dados originais e, consequentemente, um menor erro sistemático. Neste sentido, observou-se que a ferramenta de recorte “Mask” e as ferramentas de extração de pontos “3D” e “Sample” do ArcGis geraram valores de altitude significativas diferentes daqueles levantados em terreno. O MDT (Modelo Digital de Terreno) do VANT MDT apresentou maior exatidão dentre todos os PCDs, seguido pelos Modelos Digitais de Superfície (MDS) ASTER, SRTM, VANT MDS e TOPODATA. Por fim, o PEC-PCD mostrou-se mais adequado do que o PEC para avaliação dos MDEs.
