Sustentabilidade no setor rural a partir do uso do crédito e de técnicas cooperativas na região sul do Rio Grande do Sul
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Este estudo tem como objetivo analisar a contribuição do crédito rural às entidades rurais de pequeno porte situadas na região sul do Rio Grande do Sul, a partir do uso de recursos e de técnicas cooperativas no contexto da sustentabilidade. Trata-se de uma pesquisa aplicada, qualitativa-quantitativa, exploratório-descritiva e documental. A amostra é formada por oito agricultores que produzem pêssego, soja, milho e arroz, associados de uma cooperativa de crédito e tomadores de recursos financeiros junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF Custeio Agrícola. Objetivando apresentar a situação econômica e financeira desses pequenos empreendimentos rurais, fez-se uso do método "Balanço Perguntado", bem como de entrevistas para averiguar acerca de questões sociais e ambientais com estes relacionadas. Os principais resultados evidenciam que após o custeio da safra, 62,50% dos produtores geram aumento no Patrimônio Líquido decorrente do lucro. Os custos (despesas) dos produtos vendidos equivalem, em média, a 73% da receita operacional bruta. A Distribuição do Valor Adicionado é concentrada nos lucros retidos, seguidos por pessoal e encargos. Existe relação de dependência entre os produtores e o crédito PRONAF, uma vez que não são promovidas ações para que o produtor consiga custear sua lavoura com recursos próprios, sendo que o financiamento de crédito custeio com taxas subsidiadas não é suficiente para o sucesso da propriedade rural. As necessidades de cuidados ambientais são de conhecimento dos produtores e o principal problema do homem do campo é a falta de mão de obra e a sucessão familiar. Também cabe destacar a premência de ações governamentais e das próprias instituições financeiras, em especial as Cooperativas de Crédito, em criar incentivos às unidades familiares para desenvolver a contabilização efetiva de suas contas e contribuir para sua independência financeira, bem como de desenvolver programas de educação ambiental e de orientação em relação à sucessão familiar, fatores que podem gerar maior qualidade de vida no campo, com a promoção efetiva da sustentabilidade no setor rural.
