Paleoicnologia de depósitos turbidíticos: um estudo da formação Capdevila, Eoceno inferior, Cuba Ocidental

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Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Geologia

Agência de fomento

CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Resumo

Os estudos icnológicos na Formação Capdevila são escassos e são conhecidos apenas alguns trabalhos nos quais os autores identificaram icnotaxonomicamente os traços fósseis. A presente contribuição tem como objetivos identificar e estudar os icnofósseis da Formação Capdevila para realizar uma interpretação paleoecológica mais detalhada de seus depósitos. Para isto, foi estudado material depositado em coleções e descrito em um afloramento da Formação Capdevila (Bacia Los Palacios, Cuba ocidental). Foram identificados traços atribuídos a Bichordites e variadas morfologias preservacionais de Scolicia. Foram reconhecidas nove icnofábricas (Asterosoma, Thalassinoides, Palaeophycus, Scolicia. Bichordites-Thalassinoides, Rhizocorallium, Scolicia-Thalassinoides, Ophiomorpha e Raízes) ao longo da sucessão estudada, em fácies de arenitos maciços e arenitos com laminação plano-paralela. Esta icnofauna representa baixa icnodiversidade, predomínio de organismos sedimentívoros, condições marinhas de salinidade e boa oxigenação do substrato. A integração das análises sedimentológica e icnológica da sucessão permitiu propor uma deposição em um talude pouco profundo, impactado por frequentes fluxos gravitacionais e/ou alta frequência deposicional. As suítes identificadas são correspondentes às icnofácies Glossifungites, Cruziana e Skolithos, sendo as duas últimas atípicas se comparadas com suas equivalentes arquetípicas, como resultado do estresse causado pelo predomínio de condições de alta energia e/ou alta frequência deposicional. Estas suítes indicam, para a seção estudada, processos de raseamento destes depósitos até um período de exposição subaérea, marcado por um evento de regressão forçada, e o restabelecimento posterior de condições marinhas, com a subida do nível de base.