Violência institucionalizada na assistência ao parto: uma revisão integrativa
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Objetivo: analisar a produção científica relativa à violência institucionalizada na assistência ao parto. Método: revisão integrativa foram incluídos estudos de 2011 a 2021 nos idiomas português, inglês e espanhol das bases de dados Scientific Electronic Library Online – Scielo, BVS – Biblioteca Virtual de saúde (LILACS e BDENF – enfermagem) e PubMed, utilizando (DeCS) Trabalho de parto, violência contra a mulher e as mulheres e MeSH Obstetric labor, Violence Against women and women. Resultados e discussão: foram incluídos 13 estudos. As taxas de violência intitucionalizada encontradas foram elevadas e conforme os estudos apresentados elas variam de acordo com o conhecimento da mulher sobre o assunto e até mesmo hierarquização/autoritarismo profissional. Atualmente uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência dentro das instituições na hora de parir. Os temas mais abordados foram às altas taxas de cesáreas desnecessárias e procedimentos não concentidos, dentre as mais variadas formas de violência obstétrica citada pelas participantes dos estudos, além de mulheres que ainda desconhecem o termo. Existe grande diferença entre as taxas de violência institucionalizada no Brasil e no Mundo e por tipo de hospital. Conclusão: as taxas de violência praticadas dentro das instituições são altas, principalmente no Brasil onde há um índice elevado de violação dos direitos das mulheres na hora do parto. É preciso resgatar a fisiologia do nascimento além de buscar melhor qualificação dos profissionais. Há uma escassez de estudos relacionados com o papel do enfermeiro obstétra na assistência ao parto e sua importância para a diminuição dos índices de violência institucionalizada.
