Orquestração de redes de inovação de comercialização no Brasil: dimensões, processos e proposição de um framework
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Este estudo tem como objetivo propor um framework para a orquestração de redes de inovação do tipo aplicação/comercialização no contexto brasileiro. A pesquisa parte da constatação de que, apesar do avanço das discussões teóricas, ainda não há consenso sobre as dimensões, processos e atividades que devem orientar a prática da orquestração de redes. A investigação adotou abordagem qualitativa de natureza exploratória, fundamentada no método Design Science Research (DSR), que possibilitou a construção e validação progressiva de um artefato.A elaboração do framework ocorreu em quatro etapas. Inicialmente, realizou-se uma revisão da literatura, da qual se originou o framework inicial (F0). Em seguida, três rodadas de validação foram conduzidas com diferentes grupos de atores: acadêmicos, profissionais atuantes em projetos de inovação e representantes de hubs. Cada rodada resultou em ajustes e melhorias, culminando na versão final (F3) do framework. Os resultados evidenciam que a orquestração de redes de inovação exige a consideração de múltiplas dimensões interdependentes, que envolvem desde a mobilização de atores até a gestão de relacionamento, passando pela definição de agenda, fluxos de conhecimento, estabilização, governança e coordenação administrativa. A análise demonstrou, ainda, a importância de processos de resolução de conflitos, de práticas de cocriação e do alinhamento contínuo de objetivos para garantir valor aos participantes. Do ponto de vista prático, o framework contribui para gestores e empreendedores ao oferecer um modelo estruturado e adaptável às especificidades das redes de aplicação/comercialização no Brasil. Do ponto de vista teórico, a pesquisa avança ao integrar diferentes perspectivas da literatura e propor um modelo validado empiricamente. As limitações relacionam-se à abordagem em apenas um tipo de rede e ao recorte do contexto brasileiro, sugerindo-se que futuras investigações ampliem a análise para outros tipos de redes e contextos internacionais.
