Hipodermóclise como via alternativa: revisão integrativa da literatura

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

A manutenção do estado de hidratação e o controle analgésico é um desafio para instituições que cuidam de pacientes idosos e pacientes com câncer, na terminalidade da doença, especialmente, quando a ingestão oral não é possível e o acesso venoso pode ser difícil. Hipodermóclise (HDC) ou terapia subcutânea (infusão de fluídos e medicamentos por via subcutânea), pode ser uma alternativa à administração endovenosa (EV) em pessoas idosas e com câncer, em fase avançada da doença. Realizar uma revisão de literatura, no período de 2006 a 2011, sobre o uso da técnica de hipodermóclise como via alternativa para administração de fluídos na assistência de enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa, de caráter exploratório descritivo com enfoque qualitativo. Realizou-se uma busca abrangente nas bases de dados LILACS, SCIELO, MEDLINE, BDENF e GOOGLE acadêmico com os descritores hipodermóclise, hidratação, administração cutânea e injeções subcutâneas, com suas escritas em português e inglês. Incluídos nesta revisão os artigos encontrados na íntegra, publicados em português, inglês e espanhol e indexados no período de 2006 a 2011. A amostra foi composta por doze trabalhos. Em relação à autoria dos artigos evidenciou-se 05 escritos por enfermeiros, 03 por farmacêuticos, 02 por médicos e 02 não citavam a profissão. Quanto ao local de atuação dos autores, 05 trabalham em serviços prestadores de cuidados em saúde, 03 em instituições hospitalares, 02 em universidades e 02 não citavam o local de trabalho. Em relação ao idioma e ao país sede de publicação encontrou-se 10 publicações em inglês e 02 em português, sendo 05 publicações dos Estados Unidos da América, 03 publicações européias, 02 brasileiras e 01 publicação proveniente do Japão, em periódico americano. Ao ser analisado os delineamentos de pesquisa utilizados nos artigos incluídos na revisão integrativa, constatou-se 10 estudos de revisão da literatura, 01 estudos retrospectivo e 01 ensaio clínico randomizado. A principal indicação é o manejo da desidratação leve a moderada e prevenção da desidratação em pacientes que não toleram ingestão via oral e com rede venosa frágil e difícil. Não deve ser utilizada em situações de emergência, desidratação grave, em pacientes com coagulopatias ou com sobrecarga hídrica. Soluções isotônicas, dextrose 5%, solução fisiológica 0,9% e eletrólitos diluídos em solução podem ser administrados. Poucos medicamentos podem ser administrados seguramente por HDC. O volume máximo em uma única via de infusão é 1500 ml em 24h, com um total de 3 L em dois sítios a uma velocidade de infusão que não exceda a 120 ml/h. A adição de 150 U de hialuronidase permite uma taxa de infusão mais rápida com menor risco de reações locais. A face superior do tórax, região abdominal, face anterior e lateral da coxa, região escapular e a face dorsal do braço são recomendadas. Deve ser realizado rodízio do sítio de inserção a cada 72h e o novo local deve ser colocado pelo menos 2 a 3 cm de distância do antigo local. As reações locais são leves e autolimitadas e devem desaparecer em 4h, incluem edema, dor e eritema.