Estética husserliana: imaginação, fantasia, imagem e percepção

Orientador(a) (dc.contributor.advisor)Rohden, Luiz
Lattes Orientador(a) (dc.contributor.advisorLattes)http://lattes.cnpq.br/8262728507671434pt_BR
Autor(a) (dc.contributor.author)Lindenmeyer, Luciane Luisa
Autor(a) Lattes (dc.contributor.authorLattes)http://lattes.cnpq.br/0100181335047492pt_BR
Data de Disponibilização (dc.date.accessioned)2019-08-13T17:04:12Z
dc.date.available (dc.date.available)2019-08-13T17:04:12Z
Data da defesa / Data do evento (dc.date.issued)2019-03-28
Abstract (dc.description.abstract)This work approaches the phenomenological aesthetics from concepts developed by Edmund Husserl, such as imagination, fantasy, eidetic intuition, fiction and perception. The phenomenological aesthetics is largely associated with the French phenomenological tradition, with Maurice Merleau-Ponty and Mikel Dufrenne as great representatives. However, we start from the conceptual nucleus already found in the original constitution of phenomenology to think about the theoretical paths that resulted in the foundation of a properly phenomenological aesthetic. The Husserlian critique of positivism and psychologism, in the formulation of his theory of knowledge linked to logic, founds a method of analysis directed to the intentional objects constituting all conscious experience and which, therefore, correspond to related objects linked to the structure that constitutes the transcendental consciousness, namely, intentionality, with which the dualistic view of division between consciousness and world is abolished, this condition being one of the modes of being of the aesthetic experience itself. As well as the proposal of a transcendental subjectivity that, contrary to what these concepts may suggest, does not fit into a radical idealism and, therefore, phenomenology, from its Husserlian bases, can contribute with Aesthetics with regard to reflections on the artistic or aesthetic objects themselves. Equally important are the concepts of eidetic intuition, imaginative consciousness, as well as the centrality of notions of fantasy and fiction to the Husserlian project of a phenomenological analysis of the transcendent and the surrounding world. Based on this theoretical context, aesthetic experience corresponds to the phenomenological experience from the common notions already mentioned and closely related, such as imagination, fantasy and even fiction, an element that occupies a privileged space in the analysis of transcendent phenomena and which legitimizes, like the imagination, the aesthetic and phenomenological experiences as experiences of self-reflection based on lasting elements effected by imagination and intuition. The public conscience that constitutes this analysis is directly committed to the establishment of a model of metaphysical investigation that finds in its own intuitive and imaginative capacities of the consciousness its conducting components until the foundation of the eidetic knowledge, or still, of the necessary conditions so that the modality of intentional relation that characterizes the properly aesthetic experience of the work of art allows the descriptive analysis of this same relation, which will result in the unveiling of the being of the aesthetic object. Therefore, it is in the context of intentionality, that is, of the correlation between consciousness and aesthetic object, that happens the phenomenological imaginative experience, which, here, is taken as being similar to the aesthetic experience.en
Resumo (dc.description.resumo)Este trabalho aborda a estética fenomenológica a partir de conceitos desenvolvidos por Edmund Husserl, como imaginação, fantasia, intuição eidética, ficção e percepção. A estética fenomenológica é, em grande medida, associada à tradição fenomenológica francesa, tendo como grandes representantes Maurice Merleau-Ponty e Mikel Dufrenne. No entanto, partimos do núcleo conceitual já encontrado na constituição originária da fenomenologia para pensarmos os caminhos teóricos que resultaram na fundação da estética propriamente fenomenológica. A crítica husserliana ao positivismo e ao psicologismo, na formulação da sua teoria do conhecimento vinculada à lógica, funda um método de análise direcionado para os objetos intencionais constituintes de toda experiência consciente e que, portanto, correspondem aos objetos correlatos vinculados à estrutura que constitui a consciência transcendental, a saber, a intencionalidade, com a qual é abolida a visão dualista de divisão entre consciência e mundo, sendo essa condição um dos modos de ser da própria experiência estética. Assim como a proposta de uma subjetividade transcendental que, ao contrário do que esses conceitos possam sugerir, não incorre em um idealismo radical e, por isso, a fenomenologia, desde as suas bases husserlianas, pode contribuir com a Estética no que se refere à reflexão sobre as próprias condições da experiência estética dos objetos. Da mesma maneira, são importantes os conceitos de intuição eidética, consciência imaginativa, bem como a centralidade das noções de fantasia e ficção para o projeto husserliano de uma análise fenomenológica do transcendente e do mundo circundante. Com base nesse contexto teórico, a experiência estética corresponde à vivência fenomenológica a partir das noções comuns, já mencionadas e intimamente relacionadas, como a imaginação, a fantasia e mesmo a ficção, elemento que possui um papel privilegiado na análise dos fenômenos transcendentes e que legitima, juntamente com a imaginação, as experiências estética e fenomenológica como experiências de autorreflexão com base em elementos duradouros efetivados pela imaginação e pela intuição. A consciência pública que constitui essa análise está diretamente comprometida com o estabelecimento de um modelo de investigação metafísico que encontra nas próprias capacidades intuitivas e imaginativas da consciência os seus componentes condutores até a fundação do conhecimento eidético, ou ainda, das condições necessárias para que a modalidade de relação intencional que caracteriza a experiência propriamente estética da obra de arte permita a análise descritiva dessa mesma relação, a qual resultará no desvelamento do ser do objeto estético. Portanto, é no contexto da intencionalidade, isto é, da correlação entre consciência e objeto estético, que acontece a vivência imaginativa fenomenológica, que, aqui, é tomada como sendo semelhante à experiência estética.pt_BR
Agência de fomento (dc.description.sponsorship)CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
URI (dc.identifier.uri)http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/8715
Idioma (dc.language)pt_BRpt_BR
Nome da instituição (dc.publisher)Universidade do Vale do Rio dos Sinospt_BR
País da Instituição (dc.publisher.country)Brasilpt_BR
Departamento (dc.publisher.department)Escola de Humanidadespt_BR
Sigla da Instituição (dc.publisher.initials)Unisinospt_BR
Programa (dc.publisher.program)Programa de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
Direitos de acesso ao documento (dc.rights)openAccesspt_BR
Assunto (dc.subject)Husserlpt_BR
Assunto (dc.subject)Imaginaçãopt_BR
Assunto (dc.subject)Fantasiapt_BR
Assunto (dc.subject)Estéticapt_BR
Assunto (dc.subject)Fenomenologiapt_BR
Assunto (dc.subject)Husserlen
Assunto (dc.subject)Imaginationen
Assunto (dc.subject)Fantasyen
Assunto (dc.subject)Aestheticsen
Assunto (dc.subject)Phenomenologyen
Tema (CNPq) (dc.subject.cnpq)ACCNPQ::Ciências Humanas::Filosofiapt_BR
Título (dc.title)Estética husserliana: imaginação, fantasia, imagem e percepçãopt_BR
Tipo de arquivo (dc.type)Dissertaçãopt_BR

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