Corpo e (des)colonialidade na educação física: histórias de vida e formação docente de professores da rede municipal de Juazeiro do Norte, CE

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Este estudo tem como objetivo investigar a relação entre a (des)colonialidade e as concepções sobre o corpo a partir da análise das trajetórias de vida, a formação inicial e as práticas docente dos professores de Educação Física da rede municipal de Juazeiro do Norte – CE. A tese aborda como a (des)colonialidade pode auxiliar na valorização dos saberes e práticas corporais, promovendo uma visão mais holística e integrativa do corpo que respeita a diversidade cultural na formação e no currículo escolar. A metodológica utilizada foi baseada na história de vida, através da entrevista narrativa autobiográfica, método que permitiu analisar como as trajetórias de vida, formativas e as práticas docentes influenciam na concepção de corpo na Educação Física. Os resultados revelam que, embora as concepções sobre o corpo sejam influenciadas por estruturas coloniais persistentes, em especial na escola, há também evidências de resistência e transformação das práticas pedagógicas dos professores. A produção de dados identificou que os professores estão engajados em práticas pedagógicas inclusivas e críticas, desafiando normas tradicionais e promovendo uma Educação Física mais equânime. Contudo, os professores que formaram parte da pesquisa manifestaram que ainda estão lidando com desafios práticos e resistências estruturais em especial com o currículo. As entrevistas narrativas realizadas evidenciam um panorama diversificado das abordagens (des)coloniais na Educação Física e suas implicações com suas histórias de vida. Enquanto alguns professores demonstram um compromisso explícito com a inclusão e a crítica às estruturas de poder, outros enfrentam obstáculos que limitam a implementação dessas práticas, seja pelas suas experiências na formação ou pela atuação profissional envolvida nas influências eurocêntricas. O estudo sugere a necessidade de políticas públicas e programas de formação que apoiem uma prática pedagógica (des)coloniais, valorizando a diversidade cultural e promovendo uma Educação Física que contribua para a transformação social com base nas epistemologias do sul.