Gestão pública de custos hospitalares: estudo sobre o resultado econômico em um hospital do Exército Brasileiro
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Esta pesquisa objetivou identificar os fatores que relacionam a gestão de custos ao resultado econômico nas atividades médicas em um hospital público administrado pelo Exército Brasileiro no ano de 2014. Entende-se por resultado econômico a diferença entre o custo de produção de bem, serviço ou o conjunto desses em determinada organização pública e o menor preço de mercado correspondente. Os custos foram calculados pelo método de custeio direto combinado ao ABC e TDABC, e o preço de mercado teve sua pesquisa balizada em duas premissas: os serviços devem ter qualidade equivalente aos produzidos internamente e devem ser dimensionados para atender a demanda anual 2014 do hospital militar. A amostra foi selecionada a partir das entrevistas com foco em se mapear os serviços que mais consomem recursos na organização. Os resultados encontrados mostram que o HMAPA é eficiente em 45 dos 52 serviços hospitalares pesquisados e as causas para tal resultado econômico positivo têm origem em planejamento bem-sucedido dos processos de aquisições de materiais de consumo de alto custo, como próteses, órteses e matérias especiais (OPME) e medicamentos quimioterápicos, seguida da contratação eficiente da mão-de-obra, sobretudo de médicos, e da locação de equipamento de ressonância magnética. A análise do resultado econômico negativo em sete serviços médicos indicou as seguintes causas: no caso de 4 cirurgias, o elevado preço de aquisição de OPME; e em 3 exames laboratoriais, a produção em bases parcialmente manuais impossibilita uma estrutura competitiva, em grande escala, capaz de reduzir os custos indiretos (predominantemente fixos) por exame, principalmente os advindos da depreciação dos equipamentos hospitalares. O resultado econômico positivo de R$4,4 milhões no conjunto dos 52 serviços médicos distribuiu-se nas divisões estudadas em cerca de R$2,1 milhões nos 10 exames selecionados no setor de Diagnóstico por Imagem, R$1,6 milhões nos 15 protocolos quimioterápicos estudados no setor de Oncologia, R$349 mil no conjunto dos 14 exames do Laboratório de Análises Clínicas e R$335 mil nos 13 procedimentos no Centro Cirúrgico.
