Educação Física e capoeira: quando a educação para as relações étnico-raciais entra na roda
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Esta Dissertação tem como objetivo investigar as relações entre Educação Física, ERER e Capoeira e buscou responder como se configura a ERER por meio do trabalho da Capoeira nas escolas em que professores/as de Educação Física atuam. A investigação foi realizada tendo como campo empírico as respostas formuladas ao longo das entrevistas com uma professora e três professores de Educação Física e capoeiristas que trabalham em escolas de Porto Alegre, sob o aporte metodológico da História Oral. A pesquisa permitiu observar que: a Capoeira e a formação em Capoeira são entendidas de maneira ampla nas trajetórias dos/da capoeiristas entrevistados, marcada por elementos vivenciais além da universidade; a formação acadêmica pode dialogar com a formação em Capoeira; a Capoeira é uma manifestação cultural que deve fazer parte da formação de professores de Educação Física, bem como a ERER; a implementação da ERER é uma escolha ética e política e que exige que todos/as educadores/as estejam empenhados/as; a Capoeira deveria estar em todas as escolas públicas, além das particulares; a questão de gênero na Capoeira ainda é um desafio para as mulheres; o trabalho da Educação Física deve ser pautado na democratização do ensino, além de entender e tratar o corpo na relação com o contexto sociocultural; há um desejo de maior valorização profissional para os/as professores/as capoeiristas; e que o processo de branqueamento que ocorreu na Capoeira ao longo de sua história foi marcado por fatores que a caracterizam como ela é hoje, contendo em seu âmago as contradições que retratam a sociedade.
