Apropriações publicitárias de ciberacontecimentos: sentidos oriundos de conversações em rede operadas por atores sociais com interesses mercadológicos como estratégia de relacionamento

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Título do periódico

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Esta dissertação intenta compreender o processo de constituição de determinados sentidos que emergem das conversações em rede a partir de apropriações realizadas por atores sociais com interesses mercadológicos. Neste trabalho, são observadas e analisadas as potencialidades na produção de sentidos oriundos dos acontecimentos denominados “#MeuAmigoSecreto” e #LoveWins, ressignificados pela Universal Pictures do Brasil e Havaianas, respectivamente. A pesquisa é realizada identificando primeiramente os sentidos aplicados pelas organizações como proposta de conversação. Em seguida, propõe-se a organização dos sentidos atribuídos pelos atores sociais, a partir da conversação sobre a apropriação e o acontecimento, em categorias, para que se possa analisar como estes sentidos, de fato, emergem e como se relacionam. A fundamentação para a pesquisa dá-se a partir do entendimento da representatividade adquirida pelos sites de redes sociais e o espalhamento de conteúdos, na proposta de Jenkins, Ford e Green (2014), através das redes sociais digitais. Sob uma perspectiva semiótica, o espalhamento de conteúdos configura um potencial processo de ressignificação, com sentidos gerando outros sentidos, além de relações e interseções entre si. O processo de constituição de sentidos é observado através da metodologia de análise de construção de sentidos em redes digitais, em desenvolvimento no Laboratório de Investigação do Ciberacontecimento. De forma geral, entende-se que essa construção de sentidos é marcada por disputas, sobretudo a disputa de sentidos prevalecentes, sob uma égide de sentidos favoráveis e contrários ao objeto de conversação, em um ambiente de colapso de contextos (BOYD, 2010). Ainda assim, a tentativa aqui é ir além desta perspectiva considerada reducionista diante da complexidade dos acontecimentos e das semioses.