Mulher, crime e loucura: o controle sobre o corpo feminino e as internações no Hospício São Pedro

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O presente trabalho de conclusão de curso surgiu através da Iniciação Científica no Projeto “Crimes Femininos e Instituições de Controle no Rio Grande do Sul” (1890 – 1940), coordenado pela Prof.ª Dr.ª Maíra Vendrame, que também é orientadora deste trabalho. Esta pesquisa dedica-se ao estudo dos prontuários de mulheres internadas no Hospício São Pedro, com atenção para as imigrantes italianas e descendentes, principalmente o período da Primeira República. A figura feminina é ajustada à imagem de boa esposa e mãe. No final do século XIX e início do século XX, essas concepções se autoafirmaram e ajudaram a compor diagnósticos médicos, colocando muitas mulheres, que estavam com alteração de humor, naturais do organismo feminino, ou que se negavam a ter filhos, como “loucas”. Assim, buscaremos analisar quais foram os principais motivos que fizeram com que as mulheres tivessem essa ruptura com seu grupo étnico e familiar. As fontes utilizadas serão os prontuários médicos do Hospício São Pedro e o processo-crime da italiana Ângela A. que se encontra no APERS. A metodologia utilizada será uma análise quantitativa destes prontuários, bem como daremos atenção para um prontuário da italiana Ângela e o processo-crime em que se tornou ré. Desse modo, poderemos compreender melhor as causas que levaram às internações e as concepções de loucura durante este período.