O brabo e a borboleta: a trajetória de Antonio Joze de Mello Brabo, um militar paulista no Planalto Sul-RioGrandense (meados do século XlX)

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em História

Agência de fomento

CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Resumo

O presente estudo consiste em uma investigação a respeito do recrutamento e da constituição de lideranças militares no Rio Grande do Sul oitocentista. Inspirando-nos na microhistória italiana, reduziu-se a escala de observação, selecionando-se a vida de um personagem como fio-condutor da pesquisa. Ainda no começo do século XIX, Antonio Joze de Mello Brabo migrou de uma vila no sertão paulista rumo ao sul e, ao longo de algumas décadas, tornou-se um dos principais comandantes militares radicados no planalto sul-rio-grandense. A investigação visa compreender quais condições e estratégias sociais possibilitaram esta trajetória. Embora tenha comandado batalhões em sucessivas guerras, desde a Cisplatina (1825- 1828) até a que se fez contra o Paraguai (1864-1870) – o que lhe rendeu condecorações honoríficas e patentes honorárias –, a trajetória de Antonio Joze de Mello Brabo não revela a atuação de um ricaço de campos e gados, mas uma biografia bastante heterogênea, marcada por uma vida econômica não mais do que mediana e uma atuação política muito discreta, senão insignificante. Os pontos nodais de sua capacidade de recrutamento militar parecem se encontrar tanto em uma performance militar eficiente quanto no seu capital relacional, particularmente em uma capacidade de negociar com diversos setores locais da sociedade em que se inseriu, no planalto sul-rio-grandense.