Inclusão e educação: a construção e a relevância do projeto educativo comum na Rede Jesuíta de Educação
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Este artigo nasce do encontro entre escuta, prática e reflexão. Mais do que investigar um documento, este artigo busca compreender como o Projeto Educativo Comum (PEC), desenvolvido pela Rede Jesuíta de Educação, tem contribuído para tornar a escola um espaço acolhedor. Um espaço onde todos — com suas histórias, ritmos e modos de aprender — possam se sentir vistos, acolhidos e parte de um todo. A partir de um olhar atento à trajetória da Companhia de Jesus e à construção do PEC, o texto convida à reflexão. Convida a pensar como valores tão profundamente enraizados na espiritualidade inaciana — como a equidade, o respeito à diversidade e o cuidado genuíno com o outro — ganham corpo no cotidiano escolar. Para a realização dessa pesquisa, utilizou-se como fundamentação teórica os autores Mantoan (2006); Pacheco (2010); Rubens (2016), Carvalho (2008), Sündermann (2023), dentre outros. A abordagem é qualitativa, classificada como exploratória. Para a coleta de dados utilizou-se de um formulário onde foram ouvidas três professoras do 6º ano do Colégio São Luís, em São Paulo. Suas vozes, generosas e comprometidas, revelam gestos concretos de inclusão, mas também os limites e os desafios que enfrentam dia após dia. Mais do que oferecer respostas, esta pesquisa quis escutar. E ao escutar, percebeu-se o quanto a inclusão é construída nos detalhes. No tempo que se estende, na escuta que se aprofunda, no esforço de adaptar e no desejo de acertar — mesmo quando as condições não são ideais. Os depoimentos apontam para a necessidade de redes de apoio mais consistentes, formações contínuas e ambientes escolares onde o cuidado e a corresponsabilidade não sejam exceções, mas parte da cultura viva da escola. Porque, no fundo, educar à luz do PEC e da tradição inaciana — é também um exercício de humanidade. E quando a inclusão é feita com verdade, ela deixa de ser uma tarefa e passa a ser um modo de estar com o outro.
