Possibilidades de integração curricular no contexto de implementação do novo ensino médio no Rio Grande do Sul

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Título do periódico

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

Bolsa Theobaldo Frantz
Resumo

A pesquisa apresenta uma análise das possibilidades e desafios da integração curricular no contexto da implementação do Novo Ensino Médio na rede estadual do Rio Grande do Sul. Parte do problema relacionado às tensões entre o discurso legal da integração e as práticas escolares, questionando em que medida a integração curricular se efetiva como proposta formativa nas escolas públicas diante das diretrizes da reforma do Ensino Médio. O objetivo consiste em compreender como os sujeitos da escola percebem, interpretam e operacionalizam a integração curricular, considerando as condições materiais, pedagógicas e políticas em que estão inseridos. Adota-se uma abordagem qualitativa, com a realização de um estudo de caso em uma escola estadual no município de Sapucaia do Sul. Os procedimentos metodológicos incluem análise documental, entrevistas semiestruturadas com gestores, professores e estudantes, além da observação dos processos de planejamento pedagógico. A pesquisa fundamenta-se nos referenciais teóricos do campo do currículo crítico, especialmente nas contribuições de James Beane, Jurjo Torres Santomé, Alice Casimiro Lopes e Roberto Rafael Dias da Silva, articuladas à crítica das políticas neoliberais na educação. Os resultados evidenciam que, embora haja um discurso que valoriza a integração, as práticas escolares permanecem fortemente condicionadas pela lógica disciplinar, pela escassez de tempo para planejamento coletivo, pela falta de formação continuada e pelas contradições presentes nos próprios documentos normativos. Conclui que a efetivação da integração curricular depende não apenas da adesão dos sujeitos escolares, mas fundamentalmente de condições estruturais, de políticas públicas coerentes e de um movimento coletivo capaz de tensionar a lógica da flexibilização imposta pelo mercado, reafirmando o papel social da escola na formação crítica e emancipatória.