Pedagogia empreendedora: um estudo sobre o empresariamento de si a partir da metáfora do sonho

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Autor(a)



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Título do periódico

ISSN

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O presente estudo analisou a pedagogia empreendedora de Fernando Dolabela, a fim de compreender que pressupostos essa pedagogia coloca em circulação e como ela contribui com a proliferação da educação empreendedora nas escolas, uma vez que essa discussão se fortalece no atual cenário da educação brasileira. Dolabela ficou conhecido pelos estudiosos desse campo como o “Monstro do empreendedorismo”, já que foi ele quem criou o termo e o conceito de pedagogia empreendedora. Essa metodologia pode ser aplicada desde a Educação Infantil (a partir dos 4 anos de idade) e ir até a universidade, tendo como premissa a ideia do sonho coletivo. O material empírico desta pesquisa foi composto por quatro obras do autor, que foram estudadas a partir de uma análise documental. São elas: Oficina do empreendedor (1999), que explicita a metodologia da Pedagogia Empreendedora criada pelo autor; Pedagogia Empreendedora (2003), A ponte mágica (2004) e O segredo de Luísa (2008); estas fazem parte do material educacional entregue aos professores, com o propósito de que o método da pedagogia empreendedora seja disseminado e ensinado nas escolas. As obras foram estudadas a partir de três eixos analíticos: é preciso criticar a escola para reformá-la; O sonho como fator mobilizante da Pedagogia Empreendedora e O empreendedorismo como um imperativo do nosso tempo. A articulação entre os três eixos forneceu subsídios para a compreensão do fortalecimento da sociedade da aprendizagem e do esvaziamento das funções da escola e do lugar do ensino; da proliferação dos discursos reformistas que despotencializam a escola como um espaço de igualdade e justiça social e fortalecem os processos de empresariamento dos sujeitos; da responsabilização dos sujeitos pelos seus sucessos e fracassos a partir da metáfora do sonho e do apagamento das desigualdades sociais e do empreendedorismo como um imperativo do nosso tempo.